Prestes a anunciar novo controlador, empresa se prepara para tornar-se uma plataforma inteligente de execução de CX
Se existe uma palavra capaz de representar os cinco anos de trajetória da Tahto é coragem. Desde a abertura da empresa para o mercado em 2021, – marcada pela disposição constante em inovar, gerar valor real na ponta e competir com companhias já consolidadas no setor de CX –, até o momento recente da recuperação judicial de sua antiga controladora, foi a coragem que manteve a Tahto relevante e em crescimento.
Para o CEO Luís Ricardo Ferreira, essa coragem é acompanhada de responsabilidade. “Sem coragem para enfrentar uma situação tão complexa quanto a que vivemos, você não consegue mover um músculo, ativar um neurônio. Mas isso não significa que não houve medo; seria uma arrogância perigosa. Estamos saindo vencedores porque toda a equipe encarou a situação de frente, construindo resiliência, disciplina e foco para superar o que fosse preciso”, diz.
Parte desse esforço voltou-se para preservar empregos, parcerias com fornecedores e, principalmente, a qualidade e a continuidade das operações das empresas-clientes. “Mesmo em um cenário de escassez, tivemos criatividade para seguir olhando para o futuro e entregando soluções que fizeram a diferença para os nossos clientes”, lembra o CEO.
Agora, com a aprovação do plano de recuperação judicial em assembleia, a Tahto prepara-se para a chegada de um novo controlador – movimento que representa o início de um novo ciclo para a empresa.
Os marcos de uma trajetória que está só começando
Olhando para os cinco anos completos da empresa, Luís Ricardo destaca três momentos-chave da trajetória. O primeiro foi simbólico: a própria criação da marca Tahto.
“A marca teve um poder muito grande de criar propósito dentro da companhia. Desde o lançamento, percebemos a aderência e o engajamento das pessoas. E a gente sabe a força produtiva, a criatividade, a resiliência que pessoas motivadas têm”, lembra. “Além disso, fomos com muita vontade para o mercado, uma energia que trouxe confiança, e os resultados consolidaram-se.”
O segundo marco veio com a conquista de escala. A empresa, antes monocliente, venceu uma disputa acirrada e fechou contrato com uma das maiores operadoras de entretenimento do País – uma operação complexa e exigente. Poucos meses depois, outras nove empresas passaram a fazer parte da carteira de clientes. “Depois que furamos a bolha, abrimos caminho e crescemos de forma consistente”, diz.
Já o terceiro veio do reconhecimento do próprio mercado, com a conquista, em 2024, do Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente na categoria Médias Operações Digitais. “Foi quando o mercado entendeu que nós realmente viemos para ficar.”
Liderar sem ter todas as respostas
Essa consistência foi preservada mesmo com o complexo processo judicial. Segundo o CEO, foi como “trocar o pneu com o carro andando”. A rotina exigiu mais horas de trabalho e um tipo de resistência que foi além do mental.
“O dia a dia manteve-se, mas, em paralelo, era preciso gerir o processo e toda a pressão que vem com ele: dúvidas e insegurança dos colaboradores, clientes preocupados com a continuidade da operação e fornecedores querendo saber se iriam receber”, conta.
Para Luís Ricardo, foi a transparência que sustentou a confiança ao longo do caminho e revelou o que a empresa é de fato. “A comunicação direta e a segurança comprovada de tudo o que foi falado foram trazendo credibilidade. Por isso tivemos efeitos mínimos sobre todo esse processo”, avalia.
Com a chegada de um novo controlador se aproximando, a Tahto já inicia sua próxima fase: a de ser uma plataforma inteligente de execução de CX
Luís Ricardo Ferreira, CEO da Tahto
“Gosto muito do ditado que diz ‘mar calmo não faz bom marinheiro’. Os melhores marinheiros surgem das tempestades. No momento de pressão, o melhor e o pior das pessoas podem florescer, e isso, no fim, fortaleceu a empresa”, principalmente porque as decisões mais difíceis não foram tomadas de forma isolada.
“Usamos muito da inteligência coletiva. Toda vez que eu tinha um posicionamento e ninguém dava opinião ou questionava, eu pedia para pensarmos mais sobre o assunto. Essa troca fez com que a gente tomasse as melhores decisões”, analisa.
Próximo capítulo: Oportunidade
Com a chegada de um novo controlador se aproximando, a Tahto já inicia sua próxima fase: a de ser uma plataforma inteligente de execução de CX.
Na prática, soluções como Digital Xperience (que une CX, tecnologia e processos para identificar oportunidades na jornada do cliente); EvOnPeople (que torna o processo de recrutamento e treinamento mais ágil e assertivo); SmartForecast (que traz inteligência preditiva para a operação); e Guilda (que aumenta a produtividade e o engajamento dos colaboradores por meio da gamificação) passam a fazer parte de um ecossistema conectado.
“Tornamo-nos uma plataforma de CX que desenha e opera modelos de jornadas híbridas, integrando datacanalidade, escala operacional e inteligência acionável e mensurável para transformar cada interação em valor para o negócio do cliente”, explica Luís. “Queremos agregar valor de verdade, para que o cliente veja retorno em cada centavo investido conosco.”
O CEO intitula esse novo capítulo de “Oportunidade”. “Se fizemos tudo isso em um ambiente adverso, imagina o que podemos entregar com uma marca mais forte e novos investimentos? Será um novo capítulo para a Tahto como empresa, para os colaboradores e para os nossos clientes”, adianta Luís Ricardo Ferreira.
Publicado por: Consumidor Moderno